Embonecam-se todos para o festival de máscaras, mas esquecem de ajustar a trilha sonora. Ainda dançam conforme a melancolia se cobrindo com o manto da fuga, que se faz pura lã defumando a carne deprimida. Bela paisagem com um diâmetro relevante de energias nada convidativas.
Acontece que o poder de dissipação dos maus fluidos é vasto diante dos sensitivos, contemplados com o desejo de auxiliar fujões, mas desprovidos da qualidade de se blindarem. Com isso, o clã dos defumados engrandece.
Ora, quanto egoísmo por baixo das fantasias faciais! Mentores ainda verdes praticam seu (ainda) carma de absorverem frustrações alheias mal lidadas. Reduzidas e elevadas percepções de uns e outros acabam por formar esta massa homogênea de pungência.
E eu, já com desculpas prévias, diante de minha (ainda) infante capacidade de blindar, aqui justifico a razão do afastamento.
Vêm os fatos: experimentados, deglutidos - indigestos. Transformam-se num bolo emético de palavras regorjeadas neste lugar, sem deixar cair estilhaços em outrem... alivia o âmago! Vai na face: o sorriso perene, desoprimido, verdadeiro!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Desvairou
Minha cara,
É doce o presente, assim como o futuro aconchegado em seu embrulho. Em seu leito, tece um filme em sépia, com a leveza da brisa que emaranha os cabelos, que refresca o sorriso tão quente de reluzente e remexe o corpo como um acalanto. Tão pitoresco!
Então, minha cara, por que tantos embaraços ao desfazer os laços deste relógio promissor?
Andarilhos são os pensamentos, que trôpegos, levantam a poeira do que há de vir, esfumaçando o que ainda está a caminho. Intempestivos ares interiores que arrastam a matéria viva em seu estado deveras turbulento. À la gauche, interpreta o papel do presente, atarantando o tempo que o sucede. Que o precede. E daqui, o pitoresco reverencia Dali. Tão desatinado!
Minha cara, por que tanta culpa se o motivo da conduta é atender às demandas da câmera vital?
A existência é o registro da graciosa arte.
A pintura é única. Pode ser indiferente. Melhor, quando impressiona, inspira os expectadores e os próprios atores.
Por favor, menos delongas, minha cara!
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Roda viva
Claro. A tendência trivial é a redenção ao vício do círculo. Confundem-se nos redemoinhos. E rendem-se aos moinhos. A brisa primeira molesta a essência e as sutilezas são por ela influenciadas, circulam por aí. Mas existem, amém.
E a indagação maior é a persistência da recusa generalizada em reavê-las, a obstinação em repetir a ordem dos fatos, em renegar os sentidos. Tratar como objeto aquilo que não é só carne. Tornar efêmero o acalanto. E por fim, fazer-se também objeto. Objeções impugnantes e onipresentes induzindo à pungência dupla, tripla, ou seja lá quantas forem.
Falhou! Insucesso ao deixar passar desapercebido que uma vez inserido no que circunda, submete-se à recidiva do conforto. E da dor.
É preferível, pois, tornar próprias as reincidências ambivalentes, mas fora deste patamar cíclico. Leviano.
É preferível, pois, tornar próprias as reincidências ambivalentes, mas fora deste patamar cíclico. Leviano.
Objetivo: Intenso, mas confortante.
domingo, 14 de agosto de 2011
Descartam-se os nós
Reverte-se o quadro das pungências internas. Desatam-se os nós das cordas que sustentam a inércia do mau estado. Sprint! - Prazer, capítulo que chega, deixando retidos em páginas pretéritas contentamentos dissimulados. Prazer suave e prolongado.
Esponjoso permanece, porém, o moral. Olhares descaídos apresentados às minhas retinas abalam alicerces recém-reformados. E frestas dos tijolos do espírito se preenchem de perturbação - multifocal.
Esponjoso permanece, porém, o moral. Olhares descaídos apresentados às minhas retinas abalam alicerces recém-reformados. E frestas dos tijolos do espírito se preenchem de perturbação - multifocal.
Ânsia por mover, num mesmo instante, as demasiadas peças do jogo personificado. Apenas uma dupla de mãos que lida com a distância cultivada em cinco anos, regada por dispersão, plantada pela displicência.
Nega-se, entretanto, a negligência. Exalta-se o que corre nas veias. Laços sanguíneos requerem intolerância ao descaso.
Nega-se, entretanto, a negligência. Exalta-se o que corre nas veias. Laços sanguíneos requerem intolerância ao descaso.
O caráter absortivo da índole denuncia, então, a necessidade interventiva desmedida.
- Por gentileza, extinção aos nós dos circundantes!
Partilha do deleite.
domingo, 3 de abril de 2011
Sobre fadiga
Incoerente é a ilustração do esforço homérico em reprimir as manifestações da índole.
Com vistas ao combustível minguante, os dias seguem arrastados... Sob a econômica luz da lembrança de tentativas e suas falhas nuances, inoperante é, a perspectiva de acertados tempos idos. Pois a fadiga pós-léguas é inerente à condição humana.
Incontidas são as gotas que fluem face abaixo. A máscara do sorriso em atacado, com urgência, requer reforma. E após pronta, por favor, me providencie uma super-bonder, para que negada seja a reincidência do despir facial. Pois a sorrir, pretendo levar a vida.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Quesito indagação
Copos a mais e a recusa, ignorada, à dose extra. Abram alas para os devaneios tolos! Infundados.
O enredo noturno, em seu itinerário habitual, atendendo às entonações brandas quase impalpáveis. Decibéis numa luta titânica em busca do mérito da sobreposição. Raivosos feito cães com queixas fundamentadas no vão. Uivam, à esmo!
Prazer em revê-las, vozes tênues.
Bem vindos, sussurros apaziguadores!
Sobressai-se a necessidade dúbia de troca de amabilidades. Delicadeza ao tocar, dizer e apreciar as meninas dos olhos. Habituais são, despedidas embebidas em afeto: disponha-me, sem pormenores, não poucas doses.
terça-feira, 1 de março de 2011
Preto em branco
Frente à tela em cristal líquido, a afeição viva se mescla à opressão tímida - pungente.
O júbilo: a presa, cujos rastros farejados transcendem léguas. O ataque é iminente, mas não o é, de fato!
Porque é inquietude. E sorri.
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