sábado, 23 de fevereiro de 2013

Devagar a divagar


Palpita a ansiedade pelo invólucro ritualista e marcadamente sutil. Copiosamente vigiado. O novelo é pálido e desenrola em embaraços, muito influenciados pela sentinela, cuja presença nada é ameaçadora e muito é energizadora. Não pelo potencial emitido, mas pelo poder absortivo da aresta de cá - fragilidade especialmente trabalhada, na forma de um repetido mantra antiosmótico.

Que não fique desavisado: a resistência à específica pequenez é de longa data e a atual conjuntura só me torna mais hábil. Grata pela contribuição! Faz minimalista o caminho da superação. 

Novo embate.
Obscuras são as demais faces do poliedro metido a indecifrável, sempre ávido pelo rito envolvente. Tamanha envoltura (registrada a sugestão), que compacta o foco até demerecê-lo - fragmento insolente! 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Aquiles em meus calcanhares

Um ciclo de crescimento e poda é a rotina da erva daninha, no terreno destas árvores brônquicas. Daí a dispnéia nesses dias de muito matagal e um herbicida desaparecido. Daqui uma plantação de frutos leves subjugada. Dali um clã de pequenas perturbações, que vistas em forma de sombras, aparentam-se titãs.

Sob os três ângulos: um espírito obtuso, que passa por aí sem compreender o porquê deste chumbo engarranchado em seus calcanhares aquilinos.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Justa causa

Embonecam-se todos para o festival de máscaras, mas esquecem de ajustar a trilha sonora. Ainda dançam conforme a melancolia se cobrindo com o manto da fuga, que se faz pura lã defumando a carne deprimida. Bela paisagem com um diâmetro relevante de energias nada convidativas.

Acontece que o poder de dissipação dos maus fluidos é vasto diante dos sensitivos, contemplados com o desejo de auxiliar fujões, mas desprovidos da qualidade de se blindarem. Com isso, o clã dos defumados engrandece.

Ora, quanto egoísmo por baixo das fantasias faciais! Mentores ainda verdes praticam seu (ainda) carma de absorverem frustrações alheias mal lidadas. Reduzidas e elevadas percepções de uns e outros acabam por formar esta massa homogênea de pungência.

E eu, já com desculpas prévias, diante de minha (ainda) infante capacidade de blindar, aqui justifico a razão do afastamento.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Desvairou

Minha cara, 
É doce o presente, assim como o futuro aconchegado em seu embrulho. Em seu leito, tece um filme em sépia, com a leveza da brisa que emaranha os cabelos, que refresca o sorriso tão quente de reluzente e remexe o corpo como um acalanto. Tão pitoresco!
Então, minha cara, por que tantos embaraços ao desfazer os laços deste relógio promissor? 
Andarilhos são os pensamentos, que trôpegos, levantam a poeira do que há de vir, esfumaçando o que ainda está a caminho.  Intempestivos ares interiores que arrastam a matéria viva em seu estado deveras turbulento. À la gauche, interpreta o papel do presente, atarantando o tempo que o sucede. Que o precede. E daqui, o pitoresco reverencia Dali. Tão desatinado!
Minha cara, por que tanta culpa se o motivo da conduta é atender às demandas da câmera vital? 
A existência é o registro da graciosa arte. 
A pintura é única. Pode ser indiferente. Melhor, quando impressiona, inspira os expectadores e os próprios atores.
Por favor, menos delongas, minha cara!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Roda viva

Claro. A tendência trivial é a redenção ao vício do círculo. Confundem-se nos redemoinhos. E rendem-se aos moinhos. A brisa primeira molesta a essência e as sutilezas são por ela influenciadas, circulam por aí. Mas existem, amém.
E a indagação maior é a persistência da recusa generalizada em reavê-las, a obstinação em repetir a ordem dos fatos, em renegar os sentidos. Tratar como objeto aquilo que não é só carne. Tornar efêmero o acalanto. E por fim, fazer-se também objeto. Objeções impugnantes e onipresentes induzindo à pungência dupla, tripla, ou seja lá quantas forem.
Falhou! Insucesso ao deixar passar desapercebido que uma vez inserido no que circunda, submete-se à recidiva do conforto. E da dor.
É preferível, pois, tornar próprias as reincidências ambivalentes, mas fora deste patamar cíclico. Leviano.

Objetivo: Intenso, mas confortante.
 

domingo, 14 de agosto de 2011

Descartam-se os nós

    Reverte-se o quadro das pungências internas. Desatam-se os nós das cordas que sustentam a inércia do mau estado. Sprint! - Prazer, capítulo que chega, deixando retidos em páginas pretéritas contentamentos dissimulados. Prazer suave e prolongado.
   Esponjoso permanece, porém, o moral. Olhares descaídos apresentados às minhas retinas abalam alicerces recém-reformados. E frestas dos tijolos do espírito se preenchem de perturbação - multifocal.
    Ânsia por mover, num mesmo instante, as demasiadas peças do jogo personificado. Apenas uma dupla de mãos que lida com a distância cultivada em cinco anos, regada por dispersão, plantada pela displicência.
    Nega-se, entretanto, a negligência. Exalta-se o que corre nas veias. Laços sanguíneos requerem intolerância ao descaso.
    O caráter absortivo da índole denuncia, então, a necessidade interventiva desmedida. 
    - Por gentileza, extinção aos nós dos circundantes! 
    Partilha do deleite.
      


domingo, 3 de abril de 2011

Sobre fadiga

       Incoerente é a ilustração do esforço homérico em reprimir as manifestações da índole.
    Com vistas ao combustível minguante, os dias seguem arrastados... Sob a econômica luz da lembrança de tentativas e suas falhas nuances, inoperante é, a perspectiva de acertados tempos idos. Pois a fadiga pós-léguas é inerente à condição humana.
     Incontidas são as gotas que fluem face abaixo. A máscara do sorriso em atacado, com urgência, requer reforma. E após pronta, por favor, me providencie uma super-bonder, para que negada seja  a reincidência do despir facial. Pois a sorrir, pretendo levar a vida.